No dia 10 de maio aconteceu o primeiro dos oito ciclos de palestras e debates organizados e promovidos pela Arteccom - o já tradicional Encontro de Web Design, na sua décima-terceira edição.
Cheguei ao Hotel Glória (link) na sexta, dia 09, às 23:40. Ainda precisava terminar de montar mais de 10 slides e estava um tanto ansioso. Aí que mora Murphy: liguei para a recepção e eles disseram que havia tantos hóspedes no hotel que não havia sobrado nenhum adaptador de tomadas. Isso porque o o plug de energia do meu note é inglês, aquele "bem dotado" (colocar link). Nem com K-Y o plug entrava na tomada. Forcei tanto que uma das tomada até quebrou. Já era 1:30 da manhã e eu ainda não havia conseguido resolver a questão. Até que toca o interfone: haviam encontrado, miraculosamente, um adaptador. Ótimo. Agora era só virar a madrugada fechando os slides.
Depois de finalizar a maioria dos frames faltantes, resolvi gerar um .SWF. Meu arquivo original .FLA contendo a apresentação demora em torno de 15 minutos para compilar, gerar um arquivo .SWF, então, como estava bêbado de sono, coloquei o celular para me despertar em 15 minutos. Mas antes que o despertador se ativasse, fui acordado com o som do windows, aquele que toca quando algo vai mal. :-( E o Flash avisava: "out of memory". Suei frio, fechei dos os programas, reiniciei o Windows. Mandei gerar novamente a apresentação. Dessa vez, nem consegui dormir os 15 minutos esperando. Mas deu certo. Eram 05:30 da manhã.
Dessa forma, acabei não dormindo quase nada. Preferi, inclusive, dormir a me levantar para o café-da-manhã. Precisava de descanso, mental e físico.
Ainda no quarto, às 08:00, dei uma repassada na palestra e fiquei pensando se eu realmente conseguiria sintetizar aquele conteúdo em 1:30 H. Bateu uma adrenalina. Saí para o auditório para conferir se estava tudo ok com a parte técnica, microfones, resolução de tela, essas coisas. Tudo OK.
Eram 9:50, a trilha sonora era retrô, anos 80. Para quem não sabe, minha palestra, chamada "Flashback!" foi, de certa forma, feita sob medida para o evento, desde janeiro. É que nessa edição do EWD o tema era retorno às origens. Desde o design gráfico
Na segunda palestra, a simpatia de Robson Santos cativou a todos, com exemplos divertidos e inteligentes sobre Usabilidade. Queria muito, aliás, apresentar Robson Santos ao Caio César, eles têm muita coisa em comum e trabalham o mesmo tema de maneiras completamente diferentes. Se bobear devem se conhecer já. O Robson e o Caio têm uma coisa em comum em suas performances no palco: conseguem envolver a galera com pitadas de humor politicamente incorreto e espontâneo. Eu acho isso muito bom! Comunicar usando humor, sem ser pedante, é sempre uma pedida perfeita.
Após o intervalo tivemos a palestra virtual de Ricardo Accioly - um sujeito bastante simpático; batemos um longo papo, eu, Ricardo e Robson Santos, na sacada do hotel. Espero reencontrá-lo, o cara é bacana. Sua palestra falou sobre o Joomla, um CMS que conquistou uma boa parte dos desenvolvedores.
E então chega a hora da palestra mais aguardada, a do Raphael Vasconcellos, Diretor de Criação da Agência Click, a mais importante agência digital do Brasil.
Pois bem, a minha expectativa era enorme quanto à palestra do Rapha. E começou a ficar ainda maior quando ele subiu ao palco, apagaram-se as luzes, e começou um vídeo que me deixou simplesmente CHAPADO. Eu me emocionei de verdade com aquele trabalho. Não poderia haver maneira melhor de abrir sua palestra, como eu perceberia na sequência.
Quem me conhece sabe muito bem o quanto fiquei honrado por dividir o palco do 13o EWD, nas oito capitais, com o Raphael Vasconcellos (@raphav). E para mim, conhecer o @raphav foi até a gora a coisa mais gratificante dessa história: o cara, apesar de ser um dos profissionais mais respeitados do mercado, consegue manter uma simplicidade que encanta a todos. Qualquer pessoa encontra - e eu pude comprovar isso - em Raphael Vasconcellos,
O auditório do Hotel Glória foi o maior do evento, até agora; porém suas cadeiras não são confortáveis para quem precisa de passar quase o dia inteiro sentado nelas. Saí do evento com a coluna completamente sambada. :-(
Tive que sair correndo para chegar a tempo ao aeroporto, e no trajeto entre ele o o hotel, conheci um taxista muito boa-praça, que apesar de mais de 30 anos de praça, jamais havia sido assaltado ou passado por alguma situação de risco de vida. Achei bacana ver o Rio de Janeiro sob uma perspectiva mais positiva do que o estereótipo de "paraíso da beleza e do caos" que a cidade ainda ostenta, para mim. E a bem da verdade é bom lembrar que Belo Horizonte é a segunda capital mais violenta do país, perdendo para o Recife - campeã absoluta em homicídios, porém ainda distante do Rio, que ocupa a 5a colocação no ranking (colocar o link)
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