segunda-feira, 29 de outubro de 2007

DO INFERNO AO PARAÍSO DE DANTE - Libertação da criatividade em webdesign - Parte 01 de 05


Em 2005 fui convidado pela Arteccom para ser palestrante no 10EWD - Encontro de Web Design, em Belo Horizonte. Trata-se do evento de maior relevância, neste gênero, no cenário nacional, ocorrendo na forma de um ´road show´ através das principais capitais do país. Sinto-me honrado até hoje pelo convite e pela maravilhosa experiência - Experiência essa que eu decidi, finalmente, compartilhar com todos os amantes do webdesign, através dessa série de 5 posts, cada um contendo uma parte da palestra, em vídeo; uma série de clips utilizados durante a apresentação e o resumo da mesma. Bom proveito!


PARTE 01 - INTRODUÇÃO

Meu nome é Ronaldo, mas as pessoas me conhecem como Gazel, meu sobrenome, que adotei como nome e apelido. Creio que meu interesse por comunicação visual começou quando eu tinha 8 anos de idade, em 1984, época em que meu pai me levava para jogar Centipede, Pleiads e Galaxian no fliperama. Eu era muito pequeno, e só conseguia apertar o botão de tiro, mas dessa época tenho a minha mais inesquecível lembrança da infância: eu apertando o tiro enquanto meu pai comandava as direções e o botão do shield. (clicando na imagem você pode experimentar o game emulado em Java).

Na adolescência, meu hobby era criar animações no Deluxe Paint IV e fazer músicas no Protracker, sempre interessado na comunicação visual digital, mesmo com apenas 2MB de Ram. (clique na imagem ao lado para assistir a um vídeo com o Protracker ´funfando´)

Em 1993, quando eu tinha 17 anos, comecei a trabalhar profissionalmente com comunicação visual, na função de arte-finalista na agência do meu tio – e grande mestre – João Gazel. A partir daí segui meu rumo dentro da publicidade até que, em 1997, decidi abandonar a publicidade tradicional e investir meu tempo e minha dedicação para o webdesign. Foi na internet que encontrei o meio ideal para projetar minhas idéias, foi onde me afirmei e me encontrei profissionalmente. Sinto-me orgulhoso e realizado em ser webdesigner. E hoje, eu me sinto também feliz em poder, através dessa palestra no 10º EWD, transmitir a vocês algumas experiências que, tenho certeza, podem trazer muitos benefícios imediatamente perceptíveis.

PARTE 02 - ESCOPO DA PALESTRA

Primeiramente falaremos sobre alguns aspectos da criatividade e de quem lida com ela: o que pensamos, o que queremos, porque queremos, e o quanto queremos; depois falaremos sobre alguns métodos para fazer a criatividade se manifestar em nosso cotidiano, de técnicas simples e muito eficientes para libertar seu potencial criativo; a seguir, falaremos um pouco sobre arte, sobre comunicação visual e para finalizar, vamos conversar sobre o mundo que nos cerca e como nos comportamos diante da sua diversidade de pensamentos. (na foto, Alexander Calder, um dos caras mais criativos na arte do século XX)


PARTE 03 - OBJETIVOS DA PALESTRA

Certa vez ouvi uma história da qual nunca mais me esqueci. Ela falava sobre um campo minado. Um soldado, diante desse campo, analisou e percebeu que tinha duas alternativas: a primeira, sair correndo, criando o seu próprio caminho; e a segunda opção: seguir as pegadas de quem já havia conseguido alcançar o outro lado anteriormente. Meu objetivo é mostrar alguns desses passos, através de uma palestra rápida, divertida, simples e muito direta. Até mesmo por restrições de tempo – afinal, não se trata de um curso completo sobre criatividade, ou algo do tipo. Sendo assim, não nos aprofundaremos sobre os temas, sintetizando ao máximo as informações. Para compensar, utilizaremos um pequeno layout, no qual registraremos uma série de informações no decorrer da palestra, para que, depois dela, você possa pesquisar na internet sobre os registros. Assim, teremos um prolongamento da palestra quando ela terminar.

Gostaria que vocês utilizassem uma folha de papel e uma caneta para criar algumas áreas existentes no exemplo que vou mostrar a seguir. São elas:


- Scratch:
área livre para registro de anotações pessoais, idéias e fragmentos.

- Palavras-chave: objetos, pessoas, livros, lugares, fatos, coisas, são registrados nessa área, para que você possa pesquisá-los posteriormente.

- Links: URLs relacionados aos temas da palestra

- Perguntas: Aqui você registra suas dúvidas, que farei questão de responder uma-a-uma, por e-mail.

- 10 passos: trata-se de uma planilha com 10 atitudes diárias para avaliação pessoal, algumas são atividades de observação, que precisam ser avaliadas durante todo o dia; outras são 'checkpoints', metas bem definidas, quantitativamente.

Vamos inaugurar esses 10 passos escrevendo o primeiro deles: Registro de idéias Toda e qualquer idéia ou observação interessante sobre qualquer assunto ligado ao seu foco de pesquisa deve ser registrada. O próprio ato de anotar cria vínculos mnemônicos entre fragmentos de idéias, aumentando a habilidade de produzir novos fragmentos, que vão dar origem às grandes e boas idéias. (ao lado, uma das ilustrações de Fabrício Ferraz especialmente produzidas para a palestra)


PARTE 04 - A TELA BRANCA

A tela em branco, o chamado 'bloqueio de criatividade'. A criatividade é objeto de busca de praticamente todas as atividades humanas e dificuldades para lidar com ela são comuns a todas as pessoas.




O QUE É ALGO CRIATIVO?

Para nós, webdesigners, um layout, uma solução de interface, uma campanha, para serem considerados criativos, precisam chamar nossa atenção por sua coerência com a mensagem proposta e, claro, por comunicar através uma via não-usual, trazendo satisfação para quem recebe a mensagem. Na outra ponta, o responsável pela ‘solução criativa’ obtém prazer ao cumprir a tarefa, reafirmando-se cada vez mais como profissional e aumentando a sua crença. Podemos dizer que é um mecanismo lúdico de trabalhar a linguagem além do lugar comum, ou seja, dos paradigmas cotidianos.

Não devemos aguardar o ‘momento ideal’ para se desenvolver o trabalho!

Seria fantástico que a solução criativa – muito mais do que um simples layout – surgisse como num passe de mágica, pronto, na nossa mente. O problema é que estamos habituados com os paradigmas do cotidiano a maior parte do nosso tempo e ao abrirmos o nosso programa de composição, queremos que a manifestação do não-usual da linguagem aconteça imediatamente. Imediata é a nossa frustração ao perceber que toda solução encontrada parece ser comum, previsível, normal. Surge então o bloqueio de criatividade, que nos faz ficar aguardando ansiosamente a aparição da criatividade pra mudar a nossa vida. Mas veja a realidade: enquanto não começamos, estamos deixando trancado dentro de nós, travada, preso, o poder criativo, que fica inibido com essa demonstração de insegurança por parte de nós mesmos. Esse é o paradoxo da criatividade: se você não começar a produzir, ela não surge; se ela não surgir, você não começa a produzir. Por isso tudo, é melhor, com ou sem ‘inspiração’, dedicar-se ao seu projeto. Mas você não precisa, necessariamente, de começar pela criação do layout, como veremos daqui a pouco.

AUTO-FLAGELAÇÃO

Além de tudo isso que foi dito, se você ficar parado, esperando alguma coisa ‘do além’, sua mente, de maneira sádica, comecará a questionar sua capacidade e sua coerência, sua confiança e sua auto-estima. A situação, que já não era boa, vira um drama. E isso pode ser um soco no estômago de qualquer pessoa..


10 PASSOS - ATIVIDADE LÚDICA - Passo 2

Jogue videogame, futebol, xadrez, ou pratique qualquer outra atividade capaz de tirá-lo da órbita real, sem analisar se isso está ou não facilitando a sua capacidade criativa. Simplesmente faça-o.

Pare tudo e se desligue da rotina, de maneira programada, de tempos em tempos ou em momentos estratégicos. Vá ao cinema, jogue videogame, corra de bicicleta, tudo isso vai ser perfeito para te tirar ‘da órbita real’, para te relaxar e tirar da mente, momentaneamente, o foco do problema. MAS é preciso se dedicar a essas atividades lúdicas de maneira integral, sem se preocupar com os resultados.

Em suma: é preciso planejar retiradas estratégicas, mas devem ser feitas com total imersão, sem criar expectativas, compreendendo-as como parte natural do nosso processo de gestação de idéias, sem cobrança do tipo “depois que eu terminar de ler esse livro estarei feliz e satisfeito para criar meu layout” ou pensamentos de culpa, como: “eu deveria estar trabalhando no projeto ao invés de estar aqui tomando um chopp.”.

Ouvi, certa vez, a história de dois monges que estavam conversando sobre o buddhismo à beira de um rio. Uma mulher solicitou que um dos monges a ajudassem a atravessar o rio, pois não poderia molhar seu vestido, no que foi prontamente atendida por um deles. Quando o monge voltou, o outro já estava xingando, dizendo que seu amigo sabia que não era permitido que um monge tivesse contato com uma mulher, etc e tal, dando ‘aquela’ lição de moral. O outro monge, então, respondeu:

“Eu a carreguei e deixei na outra margem do rio. Mas você...você continua carregando!...”

Escutar novos CDs, ir ao cinema, tomar um chopp com os amigos, jogar um videogame, etc, são uma espécie de ‘remédio caseiro’ contra ‘crise criativa’/ ‘bloqueio criativo’, seja lá qual for o nome para ‘falta de tesão para criar’. Mas, acredito, em muitos casos, projeta-se muita expectativa nesses remédios, o que faz com esses perdam seus efeitos. Veja o caso do cinema: você está sem vontade de criar, sem motivação para colocar a mão-na-massa, e resolve ir ao cinema. Compra o convite já pensando: “depois desse filme vou estar zerado e vou conseguir finalizar aquele layout!”. Começa a assistir ao filme, mas não consegue prestar atenção, pois está muito preocupado com o momento em que o filme vai te transformar numa pessoa mais tranquila e feliz. Quando sai do cinema, parece que o tiro saiu pela culatra: você está mais frustrado ainda, pois, na sua cabeça, nem mesmo ter assistido ao filme surtiu efeito. Você chega ao fundo do poço. (na foto, CD do Soundgarden ´Down on the Upside´ que é um dos meus preferidos na hora de me concentrar em algum projeto)


Encarar a realidade de frente, sem superestimar e nem subestimar a situação:

De volta à tela branca, como devemos começar um trabalho criativo estando totalmente desestimulados? Respirando fundo e nos dedicando a uma procura sincera pelos motivos reais do bloqueio. Enquanto você não estiver mentalmente, espiritualmente pronto, será impossível criar algo de qualidade, é melhor nem tentar. Portanto, dedique-se a uma auto-avaliação sincera, mesmo que isso não seja algo agradável, em princípio.



Por que gostaríamos que a criatividade fluísse de nós ´automagicamente´?


Porque criar comunicação visual por vias não-usuais e que tenham coerência, ou seja, coisas criativas, é como solucionar problemas, resolver situações entre signos e significados. É nesse momento que entra em ação a nossa ‘bússola de interesses’, que define DO QUE GOSTAMOS, O QUE QUEREMOS, valores que mudam a todo instante e que vão definir se você vai ou não sair da ‘Zona de Conforto’ em prol desse objetivo. Eu, por exemplo, tenho uma Zona de Conforto extremamente desenvolvida no que tange ao assunto ‘forma física’. Há quase quinze anos atrás, acreditem se quiserem, eu era professor de Kung Fu, estilo Garra de Águia. E hoje, tenho 30 Kilos a mais. Qual é a diferença que existe entre o Gazel daquela época e o de hoje? A Zona de Conforto, há 15 anos atrás, era muito pequena, pois o GRAU DE INTERESSE e CRENÇA no kung fu eram suficientes para tirar-me do ócio e me fazer dispender ESFORÇO com prazer. Com o tempo, pois se trata de uma mudança diária (daí a razão dos 10 passos), direcionei minha bússola para outras direções, mudando meus interesses, sonhos e metas, diminuindo minha zona de conforto para algumas habilidades e aumentando para outras. (na foto, uma foto da época em que eu praticava o Kung Fu e tinha uma zona de conforto curtíssima para vencer quando o assunto era praticar exercícios)

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

25 Anos BH Shopping - Um hotsite que fez história!















Esse post fala sobre uma verdadeira raridade! Que vai mexer com sua emoção, fazer o coração bater mais forte! Vamos lá! Nostalgia!!!

Em 2004, quando eu era Diretor de Arte da BHTEC e:house, vi-me diante de um dos mais interessantes e (felizmente) bem-resolvidos desafios da minha vida de webdesigner. Estava diante da responsabilidade de criar não um simples hotsite promocional, mas um Hotsite com H maiúsculo. Simplesmente porque ao invés de divulgar ações promocionais ou produtos, como fazem normalmente os Hotsites, dessa vez a interface teria uma tarefa muito mais importante: ser o registro digital comemorativo dos 25 anos do BH Shopping - o primeiro e mais importante shopping de BH. Acha que é pouco? Então continue a leitura, please... :-)

A primeira coisa que fizemos, fui vasculhar os porões do BH Shopping em busca de material. Depois de muito trabalho - e muita poeira levantada! - a equipe conseguiu finalmente selecionar os VTs antigos dos últimos 25 anos, cujas fitas nós levamos, digitalizamos e editamos. É isso mesmo que você ouviu: 25 comerciais de TV do BH Shopping, um para cada ano! É raridade ou não é? Vejam alguns exemplos (todos os videos podem ser vistos dentro do próprio hotsite: )

Quem não se lembra do Cometa Halley? E de todo o hype criado em torno dele? Era um merchandising animal o tempo todo! Tinha a família Halley, o ´Halleyfante´, e mais umas estrovengas com o brand Halley. Só que foi frustrante, ninguém conseguiu ver direito o tal cometa. E a criançava começava a ver que o mundo era falso (risos). Confira o vídeo abaixo! Destaque para "Desenhe o cometa e ganhe uma luneta!" Uau!



Em 1981, o BH Shopping ainda era o ´Shopping Center de Belo Horizonte´ - vejam! E que MARAVILHA a moda outono-inverno da época!



Outra pérola, 1985... "Deixe o inverno acontecer bem solto e bonito!" - Sensacional! Must see!



"No inverno, todo mundo fica mais elegante" - Isso foi em 2002... Bela campanha! Vale a pena ver:



Em 1987, teve o ´Shopping Show Místico´ - detalhe do mapa astral feito no MSX!



Dia das mães, 1985. Puro oitentista! Destaque para "Ô VELHAAAA".



1988. Os anos 80 não sabiam se ficavam ou se iam.



A interface foi resultado de um extenso processo de pesquisa, no qual estudei diversas composições do console utilizando os pictogramas formadores do logotipo BH Shopping - que representam um trevinho. No final, cheguei a um resultado que considero pra lá de satisfatório, uma interface completamente baseada no logotipo, e que não fosse óbvia, e sim, tridimensional, volumétrica, colorida, semioticamente próxima do ideal. Contei com a ajuda dos amigos Fernando Luciano, com seu texto genial e suas idéias valiosas e Cristiano Simões, que captou o espírito da coisa com perfeição e materializou a obra. Valeu, Cris! Cliquem nas imagem abaixo para ampliar alguns detalhes da interface:




























Clicando-se no botão redondo central, a interface se ´contrai´ entrando no modo VIDEO, como mostram as fotos a seguir. Para voltar, bastava clicar novamente na bola, e pronto, o console se expandia.



Bem, até aqui foi um belo resgate da história de BH (por que não dizê-lo?) através dos comerciais antigos - que retratam toda uma identidade de uma época, e é isso que nos apaixona nos comerciais antigos. Mas a gente resolveu ir além. Criamos uma seção chamada ´ENQUANTO ISSO´, que CRIAVA UM PARALELO ENTRE O QUE ROLAVA NO BH SHOPPING, EM BH E NO MUNDO! Veja o exemplo: em 86, mostramos o Plano Cruzado. Convém não nos esquecermos dele. :-)















Esse fantástico hotsite, só foi produzido e publicado graças ao trabalho de profissionais super competentes - meus ex-parceiros da BHTEC e:house, que com um sério trabalho de pesquisa e espírito de grupo irrepreensível, possibilitaram o resgate dessa série de comerciais antigos paralelamente aos acontecimentos simultâneos pelo mundo - o que criu uma relação perceptiva do passado, semioticamente falando, de um diálogo sui-generis entre BH e o mundo, O resultado, além da satisfação em possuir no portfolio um trabalho tão primoroso, foi a medalha de ouro do CCPMG.


Na época estávamos também lançando o Hotsite do Pop Rock Brasil, que estava completando 20 anos! Resolvemos aproveitar a oportunidade e criar um merchandising cross-site super interessante, anexando os momentos mais marcantes do Hotsite 25 anos BH Shopping, com a linha do tempo existente no Hotsite do Pop Rock Brasil.
Mas esse é um outro case, para um próximo tópico... aguardem! (abaixo, destaque sobre o enduro da Independência, evento que acontecia no BH Shopping em 1983)















Clicando nas imagens acima ou nesse link: http://www.discopraise.com.br/25anos/bh25anos.html você abre uma janela com o Hotsite de 25 Anos do BH Shopping na íntegra, podendo desfrutar não só dos 25 vídeos mas também de todos os ´Enquanto Isso´ e saber de acontecimentos marcantes em todo o mundo, e no BH Shopping.

Clicando aqui você vê a ficha técnica e o resultado oficial no site CCPMG.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Discopraise - "Se Eu Me Humilhar" - novo projeto


Pode parecer um título ´forte´. E é mesmo; aliás, perfeito para um CD dedicado ao louvor e adoração a Deus. E para isso a banda Discopraise foi fundo na alma, na entrega espiritual, na força inexplicável - porém vivenciável, perceptível - da fé, para criar o que eu considero uma verdadeira obra-prima do gênero ´louvor & adoração´. Diante dessa riqueza, digamos, ´espiritual´ do trabalho, optei por também imergir nesse clima divino e, lembrando do exemplo universal de Cristo, o ´cordeiro de Deus´, criei essa identidade visual para o encarte de "Se Eu Me Humilhar".











Clique na imagem para vê-la ampliada.

Independente da sua religião (eu pelo menos não tenho religião definida), é inegável a força mística que a paixão de Cristo provoca nas pessoas. Eu busquei uma singeleza cromática que pudesse sugerir o sangue salvador, mítico, que brotou do corpo de Jesus durante a Via Crucis, contrapondo-se à alvura enevoada da vida nova, da vida eterna. Por outro lado, pictogramas em combinações caóticas trazem para o debate perceptivo a brutalidade, a insanidade, a dor pela qual passou Cristo.













Clique na imagem para vê-la ampliada.

Some-se a isso uma tipografia que "caiu do céu", a fantástica ´Bleeding Cowboys´, que como vocês podem perceber no título, parece ter sido foi feita sob medida para o trabalho, conferindo um aspecto ainda mais místico para esse projeto abençoado.

Para a parte interna, ao invés de utilizar blocos de texto orientados pela base em ângulos retos, resolvi interpretar cada música e criar um tipo de tensão especial de acordo com a emoção do trecho. Isso conferiu muito mais PERSONALIDADE a cada música, com negritos especiais, corpos crescidos estrategicamente em uma ou outra estrofe, grifos de vermelho e preto, aumentando ainda mais o caráter emocional, catártico, do louvor.


Para ver as criações no tamanho grande, clique nas imagens abaixo:







terça-feira, 23 de outubro de 2007

www.alemagalhaes.com - novo projeto













Colocamos no ar, eu e minha fantástica equipe (modéstia à parte), um projeto que promete ser um sucesso, um case de rebranding e fidelização de audiência para um músico, na internet, que mesmo contando com uma verba relativamente curta, conseguiu fazer seu debut em alto estilo, com um novo logotipo, uma nova proposta de comunicação digital e o principal - oferecendo ao usuário não apenas mais um site pessoal de artista, e sim, uma série de aventuras em vídeo que tem todo o potencial para se viralizar.



Você pode assistir ao primeiro episódio de ´O Retorno do Homem-Animal´ entrando no endereço www.alemagalhaes.com. Em alguns dias a segunda parte da aventura vai ao ar - e aqueles que se cadastrarem, além de serem avisados em primeira mão, também concorrem semanalmente a camisetas exclusivas Alê Magalhães.

















No final do segundo episódio, haverá uma sequência interativa, um game de ação no qual colocaremos nas mãos do usuário o destino final dessa aventura! Prestigie, acesse e indique para os amigos!

Ainda este ano o site contará com as versões inglês e japonês, fazendo parte de um plano de marketing online que visa abrir novos mercados internacionais para a música de Alê Magalhães - e claro, para as aventuras de seu personagem.














Essa idéia de dividir o projeto em 3 fases iniciais - parte 1, parte 2 (da aventura) e o game no final, faz parte de um objetivo claro: não perder o contato com os usuários, evitando o famoso ´acesso único´, aquele usuário que vai a um site e nunca mais retorna. No nosso caso, as pessoas ficarão na expectativa de uma novidade, podendo participar de uma promoção permanente de camisetas, saber das novidades, downloads de MP3 do artista e a agenda de Shows.

Gostaria de agradecer às pessoas que tornam esse projeto possível com seus talentos geniais: o excepcional traço de André Coelho; a arte da animação de Rodrigo Simões; a programação de Mariana Hostalácio; o suporte técnico de Petro Carioca (Álvaro K.), Filmagens de Rodrigo ´Lagoa´ Mattos e claro, do nosso artista e razão maior do projeto, Alê Magalhães, e sua música.